quarta-feira, 26 de junho de 2013

As 10 Tecnologias que se Tornaram Ultrapassadas

Eles já foram o que havia de mais atual no mercado da tecnologia. Quem já ouviu walkman ou usou um disquete não imaginava que essas “maravilhas modernas” ficariam ultrapassadas algum dia. Relembre os itens que ficaram na história:

10. Monitor de tubo

Quem ainda não tem, já colocou na lista de futuros planos de consumo uma TV de LCD. Não só pela qualidade da imagem, mas pelo aproveitamento de espaço, já que a tecnologia usada nestes aparelhos dispensa o ultrapassado monitor de tubo, que nasceu com os primeiros televisores – e também computadores. Ele não pode ser considerado totalmente obsoleto, porque ainda é muito comum nas casas brasileiras, mas está sendo substituído com tanta rapidez, que já entrou em um estado de convalescença sem retorno. Com ele, vão-se brincadeiras como eriçar os pelos do braço com o campo magnético emitido pela tela da TV – efeito que não acontece na de cristal líquido.

9. Toca-discos


Numa era em que os MP 3, 5, 10 e iPods de todos os tipos estão passando para trás os até então insuperáveis CDs, o que dizer dos antigos toca-discos? Primeiro, que as gerações mais novas sequer passaram pela experiência de colocar os “bolachões” nas pouco práticas vitrolas, cuja agulha soltava um chiado característico ao tocar o LP e o ouvinte tinha de prestar atenção nas linhas divisórias para acertar a faixa da música desejada. Hoje, limitam-se a ser artigos de colecionadores e objetos de nostalgia dos saudosos anos 80 e 90 – quando um aparelho de som para ser bom mesmo deveria ter o toca-discos acoplado.

8. Secretária eletrônica


Antes dos celulares se tornarem item obrigatório de 99% da população mundial, ficava a cargo da secretária eletrônica ou do vizinho “anotador de recados” a função de avisar que alguém havia ligado. A secretária, claro, dispensava favores e estava disponível todo o tempo – ou até encher a fita cassete. A mensagem padrão “Deixe seu recado após o sinal” ainda hoje é reproduzida nas caixas postais da maioria dos telefones móveis. Quem ainda conta com esse tipo de tecnologia nos telefones de casa usa modelos digitais, semelhantes às dos celulares.

7. Fax

Quando só se podia contar com os correios para enviar qualquer correspondência e era necessário esperar dias e até semanas para receber um retorno, o fax surgiu como uma grande inovação. Afinal, bastava fazer uma ligação normal para que a pessoa do outro lado da linha recebesse uma cópia da sua mensagem imediatamente. Com a chegada da internet, porém, o aparelho só vem perdendo espaço, já que ligar, pedir o sinal de fax e inserir folha por folha da mensagem que deseja passar chega a ser uma eternidade se comparado à velocidade – e à segurança – proporcionada pelos e-mails.

6. Walkman

O walkman permitiu que o prazer de ouvir seu som preferido extrapolasse as paredes de casa. É o precursor dos “MP todos” e, quando foi apresentado ao mundo há mais de 30 anos, a sensação de ouvir sua música com fones de ouvido em qualquer lugar superava o contratempo de ter que voltar a fita cassete – no próprio aparelho ou com uma clássica caneta – caso quisesse um replay da música. O coordenador do grupo japonês que criou o aparelho apostava na venda inicial de 100.000 unidades. Não chegou nem perto na previsão: cerca de 1,5 milhão walkmans foram comercializados.

5. Pager


Também chamados de bipes – em referência óbvia ao som que emitiam ao receber uma mensagem -, esses aparelhos portáteis fizeram as vezes de “secretária eletrônica ambulante” antes da chegada dos celulares. Era a maneira mais eficaz de enviar um recado urgente, que a pessoa retornava assim que encontrasse algum telefone disponível. Mas, para quem enviava a mensagem, a eficiência não era tanta, já que era preciso entrar em contato com uma central telefônica, que recebia e encaminhava o texto ao destinatário.

4. Máquinas Polaroid

No tempo em que, para conferir como havia ficado uma foto, a única saída era levar o filme a um laboratório fotográfico e esperar a revelação – que levava, no mínimo, 24 horas -, as máquinas Polaroid chegaram com a “mágica” da instantaneidade. Afinal, além de não precisar completar um filme todo – de 12, 24 ou 36 poses – para revelar as fotos, você ainda contava com a sensação de ver o papel branco ganhar formas e cores (um pouco opacas, é verdade). A câmera maior e mais pesada nem era motivo de incômodo diante de tamanha novidade, superada pelas máquinas digitais que levaram a fabricante da Polaroid à falência em 2008.

3. Videocassete



O videocassete levou pela primeira vez o cinema para a casa de todos. Qualquer filme estava à disposição em uma das muitas locadoras de vídeo que se proliferaram pelos bairros das grandes e pequenas cidades – onde era de bom tom devolver a fita rebobinada. Nas VHS ainda era possível gravar programas da TV para assistir e reassistir quantas vezes desse vontade. Também eram em volta do videocassete que as famílias se reuniam para assistir a algum evento gravado pelo parente que tinha uma filmadora. Hoje em dia, a missão dessas pessoas é encontrar um dos muitos profissionais que surgiram oferecendo passar essas lembranças para um – bem mais seguro – DVD.

2. Disquete


Pen drive? Isso não era nem uma miragem quando as pessoas começaram a sentir necessidade de armazenar as acumuladas informações em seus computadores para dar espaço a outros milhares de dados que estavam esperando sua vez para serem registrados. Só restava o disquete – um disco magnético com capacidade de míseros megabytes – o que, para a época, era uma imensidão de memória. Frágeis, tinham uma vida útil não muito longa: aproximadamente cinco anos, tempo que a fita magnética sobrevivia.

1. Máquina de escrever


Ter um curso de datilografia era um diferencial e pré-requisito, nos anos 70 e 80, para se obter um bom emprego. Mas de prática a máquina de escrever não tinha nada. Além do peso, só permitia uma folha por vez e não era compassível com erros – se fosse algum documento importante, você teria que recomeçar a digitação desde o início. Não à toa foram patroladas pela tecnologia dos computadores e toda a rapidez e eficiência que surgiu a partir da era da informática. Hoje, não passam de peças de museus para marcar o cenário de determinada época.

Fonte: Veja

terça-feira, 25 de junho de 2013

7 tecnologias inteligentes presentes em aeroportos do mundo

Em um país de proporções continentais como o Brasil, recorrer aos aeroportos para chegar a muitos lugares é essencial. Além disso, o mundo globalizado leva cada vez mais pessoas para todos os cantos do planeta, passando por diversos aeroportos, com tamanhos, climas e ambientes variados.
Ao passar correndo por um terminal para pegar o próximo voo, estamos totalmente submersos em um universo tecnológico que garante nossa segurança, a logística de nossas viagens e a total funcionalidade de um local que recebe viajantes 24 horas por dia.
No entanto, a evolução desses ambientes não para, com ideias inovadoras e funcionais. Selecionamos aqui algumas das tecnologias mais legais presentes em aeroportos do mundo, com soluções que podem aumentar a rapidez do serviço, oferecer entretenimento e garantir segurança e sustentabilidade.

Diminuição da emissão de gases e aceleração do processo de abastecimento

O aeroporto de Detroit (Detroit Metropolitan Wayne County Airport), nos Estados Unidos, trouxe uma forma sustentável e muito funcional de garantir o abastecimento das aeronaves. Usualmente, ele é feito utilizando caminhões-tanque que levam o conteúdo de um lado para o outro na pista.
7 tecnologias inteligentes presentes em aeroportos do mundo (Fonte da imagem: Detroit Metro Airport/Divulgação)
Este método não só representa um perigo muito grande em caso de acidente como gera uma alta emissão de gases por conta do funcionamento dos próprios caminhões. Pensando nisso, os responsáveis pelo aeroporto desenvolveram hidrantes instalados por todo o local, capazes de fornecer combustível para os aviões de forma mais prática, segura e ecologicamente amigável.

Salas de espera modernas cheias de entretenimento

Muitas vezes, é preciso esperar horas até uma conexão ou sofrer com atrasos de voos. Pensando nisso, o aeroporto de Zurique, em colaboração com a ART+COM, criou docks de observação em suas salas de embarque, permitindo que você possa visualizar informações sobre companhias aéreas e sobre o próprio aeroporto a qualquer momento. Além disso, eles desenvolveram atividades especiais para crianças, com docks exclusivos para os pequenos.
7 tecnologias inteligentes presentes em aeroportos do mundo 
(Fonte das imagems: ART+COM/Divulgação)
Outro aeroporto preocupado com o tempo que os viajantes passam em salas de espera é o Baltimore/Washington Thurgood Marshall Airport. Por um valor de US$ 17,50 por dia, você pode acessar a sala especial, com tomadas em todos os assentos — incluindo aqueles que estão no bar do lounge. Além disso, você pode desfrutar de conexão WiFi de alta velocidade, além de computadores (Windows e Macs) com impressoras coloridas.

Energia solar

Na Alemanha, o aeroporto internacional de Düsseldorf construiu em apenas oito semanas um painel solar, que cobre uma área equivalente a seis campos de futebol, sobre o teto do local. A geração de energia limpa que o aeroporto produz é de 2 megawatts por ano. Isso pode não estar nem perto do valor necessário para suportar todo o sistema elétrico do lugar, mas é indiscutivelmente interessante e, de fato, apenas o começo.
Para complementar e incentivar o projeto de energia solar, os viajantes podem acompanhar monitores gigantes, que mostram o quanto de energia o painel está gerando e como isso promove uma diminuição de emissão de gases — exibindo valores em tempo real.

Sistema de ventilação inteligente

O aeroporto internacional Norman Y. Mineta San Jose, no Vale do Silício (EUA) conta com um sistema de ventilação inusitado: através de seus assentos. Cada cadeira do modelo Zenky Air tem um difusor que emite ar fresco quando um passageiro está sentado sobre ela.
7 tecnologias inteligentes presentes em aeroportos do mundo 
(Fonte da imagem: NBC)
Além de ser um sistema mais eficiente, os responsáveis pela modernidade no terminal B do aeroporto ainda conseguiram diminuir o consumo de energia do sistema, já que a cadeira — além de funcionar somente quando o assento está sendo utilizado — ventila apenas a área em volta até no máximo 2,5 metros de altura.

Esteiras eficientes

A esteira de bagagem é essencial no funcionamento de um aeroporto e, ainda assim, não é raro encontrar alguém que já tenha tido problemas com bagagens perdidas. No Aeroporto Internacional de Melbourne, na Austrália, os passageiros contam com uma esteira rápida, com sistema único de seleção de bagagens.
Ele envia as malas por esteiras individuais para que sejam colocadas em seu local de destino, de forma mais eficiente do que o sistema tradicional, que precisa de ajuda manual. Isso aumenta a capacidade de passageiros do aeroporto, pois torna o serviço mais rápido.
7 tecnologias inteligentes presentes em aeroportos do mundo 
(Fonte da imagem: Shuttersotck)
Além disso, as novas esteiras são ecologicamente amigáveis, com redução de até 75% de emissão de carbono em relação às esteiras tradicionais. Os responsáveis ainda garantem que elas diminuem o risco de estragos e rasgos em suas malas, o que é excelente.

Instrumentos que garantem o pouso mesmo sem visibilidade

Em nossa seleção de tecnologias, o Incheon Airport, na Coreia do Sul, é definitivamente o aeroporto mais moderno da lista. Mas a tecnologia que garante a sua presença aqui é o sistema ILS Cat-III B.
Ele é um conjunto de instrumentos e ferramentas que oferecem total precisão para o pouso de aeronaves mesmo quando a visibilidade está abaixo dos 150 pés (ou 45,72 metros).  O sistema combina sinais de rádio e iluminação de alta intensidade, realizando todos os procedimentos para o pouso, ou seja, faz as medidas de altitude necessárias para informar ao piloto quando ele deve realizar as ações necessárias para chegar a terra firme.

A luta contra a neve

Por fim, trazemos uma tecnologia que nasceu da necessidade de lutar contra a neve nas pistas de pouso e decolagem. O sistema mais moderno está no Aeroporto Internacional de Pittsburgh, nos Estados Unidos, com um modo avançado de remover a neve para garantir a segurança dos voos.
7 tecnologias inteligentes presentes em aeroportos do mundo 
(Fonte da imagem: Shuttersotck)
Operando diretamente com as torres de comando, trabalhadores na pista podem limpar o local em intervalos de 35 a 45 minutos, usando máquinas que podem remover até 3 mil toneladas por hora. Em seguida, outra máquina passa levando o gelo removido embora. Por fim, temos um caminhão que espalha produto químico antiderrapagem.
Para garantir ainda mais a segurança, ao final do processo um veículo de teste averigua a capacidade de aderência da pista antes que a informação seja repassada ao piloto no ar, que só então decide se há ou não condições para pouso.

Fonte: TecMundo

Curiosidades sobre a Internet e as vendas on-line.

    Você já percebeu que os banners de publicidade de diversos sites sem relação nenhuma sabem o que você quer? Seja produtos ou jogos, eles sabem. É só entrar em algum site com propagandas que lá esta. Você nunca percebeu?
Figura 1. Exemplo de propaganda personalizada.

     Este é um esforço do pessoal do marketing das empresas que trabalham com o e-commerce. O intuito destes banners são é a simples publicidade, mas sim, é uma publicidade particular, onde cada cliente recebe ofertas daquilo que ele quer. Isso só é possível, pois, na arquitetura da internet, quando você acessa um site,  um "Cookie" fica em seu computador e ele será o seu cartão de identificação quando você retornar ao mesmo site. Então, o servidor do site pode juntar informações sobre você e atendê-lo de maneira personalizada, oferecendo apenas o que você procura. Esta é uma das bases da Nova Economia, também chamada de Economia da Web, onde não é mais necessário preencher formulários para que as empresas te conheçam, é só navegar na internet que eles te conhecerão.

Fonte: TURBAN, E., RAINER Jr., R. K., POTTER, R. - "Administração de Tecnologia de Informação: Teoria e Prática" 3ª ed. Editora Campus.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Prefeitura de São Paulo planeja importar semáforos inteligentes da Grã-Bretanha


Secretário de Transportes foi à Londres para conhecer sistema de equipamentos inteligentes

A Prefeitura de São Paulo estuda importar de Londres o modelo dos novos semáforos inteligentes que promete instalar na cidade. O secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, está na capital inglesa e visitará também Glasgow, na Escócia, para conhecer detalhes do modelo que quer ver nas ruas da capital paulista.

Tatto disse antes de embarcar que a sinalização da cidade é "burra inteligente ou uma inteligente burra, porque os controladores (semafóricos) não conversam entre si". E é um sistema "conversador" que o secretário foi conhecer.

O sistema londrino foi adotado na cidade para os Jogos Olímpicos ocorridos no ano passado. O principal interesse pelo modelo de lá é o uso do chamado "protocolo aberto", uma configuração de sistemas que permite o uso de equipamentos de controle de diferentes fornecedores, o que facilita as compras, deixa-as mais baratas e gera mais economia ao longo do tempo, principalmente na manutenção.

J. Duran Machfee/Futura Press
Semáforos apagados no cruzamento da avenida Paulista
 com a rua Ministro Rocha Azevedo, em São Paulo.
Os semáforos inteligentes são considerados por especialistas como "essenciais" para melhorar a fluidez da cidade. Na capital, os controladores semafóricos tidos como inteligentes funcionam cada um em um determinado cruzamento, sem que seja possível uma reprogramação rápida e abrangente, mudando o tempo de parada, por exemplo, em corredores importantes como Consolação-Rebouças-Francisco Morato, que liga o centro à zona oeste.

A proposta é justamente mudar esses controladores para um sistema integrado, em que cada bloco de semáforos esteja conectado a um controlador inteligente, e este ligado a uma central para toda a cidade. Há no Brasil tecnologia para instalar um sistema que detecte o movimento nas vias e, automaticamente, seja capaz de abrir e fechar o sinal daquelas com maior demanda.

Tecnologia 
Segundo o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Engenharia de Trânsito, Silvio Médici, é possível ir além: instalar dispositivos em viaturas de polícia e ambulâncias que disparem um alerta para a central e abram os semáforos para dar passagem a esses veículos.

"A tecnologia está disponível no Brasil. Não precisa importar, é só investir", afirma Médici. "Se utilizássemos o dinheiro da arrecadação municipal de multas e investíssemos, nós certamente teríamos um sistema de primeiro mundo", critica.

Antonio Clóvis Pinto Ferraz, do Núcleo de Pesquisas do Trânsito do câmpus de São Carlos, da Universidade de São Paulo, é cauteloso sobre os benefícios de um sistema semafórico semelhante ao de Londres. "Visitei algumas capitais europeias e, em Londres, o congestionamento não é muito diferente do de São Paulo. Há lentidão e um número muito grande de veículos nas ruas."

Ele diz que modernizar o sistema de semáforos de São Paulo não será suficiente para diminuir os tempos de espera nos congestionamentos. "Em um primeiro momento, as condições do trânsito vão melhorar, mas isso provocará um aumento gradual do número de veículos", alerta.

O prefeito Fernando Haddad (PT) já prometeu licitação de R$ 100 milhões para trocar equipamentos do centro expandido. No mês passado, após uma tempestade deixar 114 semáforos da cidade apagados – alguns por até cinco dias –, ele chegou a classificar como "sucateada" a estrutura semafórica deixada pela gestão de Gilberto Kassab (PSD) . "Estou inconformado com a situação e pedi um relatório de todo o problema. E o que eu constatei, até por fotografias, é que a rede de semáforos da cidade está precária", disse, na época.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Novas geladeiras inteligentes gerenciam a casa


Refrigeradores com função exclusiva para conservar alimentos a baixas temperaturas estão perto de se tornarem apenas uma doce lembrança. Hoje há opções no mercado de geladeiras que oferecem conectividade, mural de recados, calendário, contatos telefônicos e sugestões para preparação de pratos e bebidas.

Foto: Ethan Miller / Gertty Images
Lançada no início de 2012, geladeira apresenta receitas, controle de estoque e sensor para prazo de validade.


Uma análise de tendências feita pela CVA Solutions aponta a geladeira como o eletrodoméstico da linha branca que mais tem vocação para ser o centro inteligente da cozinha e concentrar o gerenciamento da casa. "Tudo que parecia ficção agora é verdade", indica o diretor da CVA, Sandro Cimatti. A projeção faz parte da análise qualitativa de uma pesquisa realizada pela consultoria em novembro de 2011, que ouviu cerca de 6 mil mulheres de todas as classes de renda e as regiões do Brasil.

Mais tecnologia 
Apesar dos avanços, Cimatti acredita que é possível explorar ainda mais o eletrodoméstico. As inovações da indústria que modificaram televisões e celulares ainda não chegaram à cozinha. "Hoje, a geladeira não consegue dizer se um produto está vencido ou não, se falta alguma coisa. Ela pode ser muito inteligente, mas ainda não é", explica.

A análise enumera algumas funcionalidades que uma geladeira inteligente poderia ter, como controle de estoques, sensores para alertar sobre prazo de validade, possibilidade de adaptar temperatura e umidade para cada tipo de alimento, refrigeração rápida, lista de compras e monitor inteligente com internet - para acessar receitas e fazer compras online. O levantamento ainda aposta em um maior interesse dos consumidores, conforme a redução do preço de mercado ao longo dos anos. "Pode parecer especulativo, mas é completamente viável", prevê Cimatti.

Tanto são viáveis que os eletrodomésticos já existentes apontam para essa realidade. Conheça, a seguir, dois modelos de geladeiras inteligentes:

LG Smart Refrigerator 
A conectividade entre dispositivos e o gerenciamento inteligente são as principais características desse modelo, que conta com tecnologia Smart ThinQ. Segundo a fabricante, o estoque e a validade dos produtos podem ser checados pelo painel LCD do refrigerador ou pelo smartphone (independentemente da localização geográfica).

O cadastro dos alimentos que serão armazenados pode ser feito por ícones do painel, reconhecimento de voz ou digitalização dos recibos do supermercado. Códigos de barra também servem para esse fim. Além disso, o refrigerador recomenda pratos que podem ser cozinhados a partir dos ingredientes disponíveis na geladeira, ou de acordo com um perfil pessoal de peso, altura, ou dietas especiais.

O refrigerador ainda tem funções de economia de energia e o Smart Shopping, com formulação automática da lista de supermercado e possibilidade de compras online, que podem ser feitas do painel ou de um smartphone. Lançado no início de 2012, ainda não esta à venda no Brasil.

Electrolux Infinity I-Kitchen 
Totalmente desenvolvido no Brasil, o modelo oferece programas e aplicativos de recados, calendário, porta-retrato digital e contatos telefônicos, que podem ser acessados pelo painel touchscreen. Há ainda funções para gelar bebidas ou sobremesas mais rapidamente, além de um banco com mais de 600 receitas e 50 dicas para o dia a dia. O sensor inteligente regula a temperatura interna de acordo com as condições do ambiente. À venda desde o fim de 2010, tem preço sugerido de R$ 5.999.

Electrolux - Divulgação

Aplicativo gratuito traduz voz e texto em português para língua de sinais


A ProDeaf, empresa que nasceu dentro da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) lançou no dia 03 de abril de 2013 o aplicativo para Android da sua plataforma de tradução do português para Libras (Língua Brasileira de Sinais).

O app, que é gratuito e ganhará uma versão para iOS nas próximas semanas, compreende entrada de texto ou de voz em português e traduz para a linguagem voltada para surdos-mudos, por meio de um boneco virtual.

Editoria de Arte da Folha.com/Folhapress

Para Aline Garcia Rodero Takahira, pesquisadora de morfologia da Libras na USP, o app pode melhorar. "O sistema ainda não apresenta todo o vocabulário da Libras. Na falta de alguns sinais, muitas vezes a palavra é exibida por meio do uso do alfabeto manual", diz. Contudo, segundo ela, tais defeitos são comuns a qualquer programa de tradução.

O diretor da ProDeaf, João Paulo Oliveira, diz que não pretende ganhar dinheiro com o app. "É um ganho social. A comunidade vinha pedindo, pressionando [para que ele fosse criado], e o custo para nós era muito baixo, pois a tecnologia já estava pronta", diz.

Oliveira conta que a empresa nasceu de um projeto acadêmico enquanto ainda era mestrando na universidade nordestina, quando conheceu Marcelo Amorim, que hoje é o consultor surdo entre os 12 membros da equipe.

Para desenvolver o projeto, a empresa recebeu um aporte de R$ 100 mil do CNPq (órgão federal de financiamento à pesquisa acadêmica) e patrocínios do Bradesco e da Telefônica.
Uma versão para Windows Phone do aplicativo também está sendo desenvolvida, segundo a companhia.

A capacidade de tradução inversa, com o reconhecimento dos gestos em Libras e tradução para o português, deve ser lançada ainda neste ano, diz Oliveira.

AUXÍLIO

O ProDeaf conta também com um dicionário eletrônico de português para Libras, que, para Takahira, é uma ferramenta útil para estudantes. Além disso, para ela, o ProDeaf pode ajudar na integração do surdo à sociedade.

Segundo o Censo 2010, há 9,7 milhões de brasileiros com deficiência auditiva.

A tecnologia invade a sala de aula: Veja recursos que auxiliam o ensino



A tecnologia permitiu que a interatividade e o maior – e mais rápido - acesso à informação chegassem às salas de aula. Tablets, lousas digitais, datashow, redes sociais e sites educativos se tornaram grandes parceiros dos professores na hora de ensinar. Por isso, neste 15 de outubro, Dia do Professor, o TechTudo conversou com alunos e mestres para saber como esses recursos podem influenciar o aprendizado na escola.
 
 
 
Professor da Unigranrio nos cursos de Marketing e Recursos Humanos, Ricardo Gomes é um dos adeptos destas ferramentas em suas aulas. “A tecnologia me facilita muito a transformar a aula em algo mais dinâmico. Sempre que posso, acesso a Internet, uso projetores e dispositivos móveis, como o iPad, para reforçar conteúdos e cases”, afirmou.

Em coro com Ricardo, a estudante do 2º ano do Ensino Médio, Natalia Neves, de 16 anos, afirma que a tecnologia, além de facilitar o aprendizado, estimula a busca por novas informações. “É muito melhor quando a gente pode visualizar as coisas que os professores falam. Porque, quando não dá, fica tudo só na nossa imaginação. Aula de História, por exemplo, é pura imagem. Além de a gente prestar mais atenção no que é possível ver, a aula fica mais divertida e faz com que os alunos queiram pesquisar mais”, disse. A colega de turma, Carolina Barrias, de 16 anos, concorda. “Às vezes, a gente perde muito tempo copiando coisas do quadro que poderíamos aprender de forma mais fácil com filmes, imagens e apresentações de slides”.

E elas não são as únicas a afirmarem isso. De acordo com o também aluno do 2º ano do Ensino Médio, Leonardo Gimenez, de 16 anos, somente o quadro-negro e o giz já não são suficientes para suprir a necessidade de informação dinâmica exigida pela era digital. “A aula depende muito do professor. Mas quando, além de um bom professor, existem recursos que chamam a atenção dos alunos, o tempo de aula passa muito rápido”, disse.

Para Julia Lima, de 15 anos, ter um computador para cada um em sala de aula seria excelente. “É mais dinâmico, além de facilitar a troca de material, como os slides da aula”. Já as estudantes Sophia Lima, de 17 anos, e Mila Ingrid, de 18 anos, acreditam que o acesso à Internet em sala já muda – e muito – o desenrolar das aulas. “Existem vários filmes e vídeos do YouTube que podem dar exemplos de assuntos trabalhados na sala. E para isso, só é necessário acesso à Internet”, falou Sophia. Mila completou. “Hoje em dia, eu estudo muito mais pela Internet do que por livros. Posso fazer download de programas, aplicativos. Me atrai muito mais”.


Mas a relação estabelecida entre a tecnologia e a educação esbarra ainda em um conceito destinado à geração atual: o de Nativos Digitais. A nomenclatura é destinada aqueles que já nasceram conectados à Internet e dominam esses recursos tecnológicos com extrema facilidade. Segundo a professora de Psicologia Organizacional da Faculdade de Reabilitação da ASCE, Solange dos Santos, essa ideia de que os alunos conhecem mais sobre os novos recursos do que os professores pode assustar alguns profissionais na hora de trabalhar com essas ferramentas.

“O professor era o detentor do saber. Hoje em dia, isso está sendo modificado e se tornando uma troca de conhecimentos. Apesar de sabermos que isso assusta alguns profissionais, o fato é que não pode acontecer. O aluno até pode dominar as ferramentas e acessar o conteúdo via Internet, mas o professor ainda tem a didática e a bagagem de informações aliadas à experiência profissional”, afirmou.
Ricardo também concorda com a colega de profissão. “A Internet e a tecnologia são ferramentas, mas não constituem a estrutura do aprendizado como um todo. O aprendizado em sala de aula depende muito mais da didática e da relação do professor com os alunos”, disse.

Quanto às dificuldades relacionadas à distração que esses recursos podem causar nos alunos, ele é taxativo. “A tecnologia só vai atrapalhar quem não souber fazer bom uso dela. O professor tem a responsabilidade de mostrar ao aluno que essas ferramentas podem ser fundamentais para que ele aprenda coisas interessantes”.

Engana-se quem pensa que os alunos não concordam com essa visão. “Eu e meus amigos montamos grupos no Facebook para debater o que é dito em sala de aula, discutir trabalhos, tirar dúvidas e montar apresentações. Internet não é só besteira. É algo importante”, finalizou Lorrayne Ribeiro, de 17 anos.

Fonte e dicas de sites e serviços para a sala de aula: Techtudo